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Validade de documentosPlano de abandono e simulado de evacuação: validade, o que registrar e quem participa
Se vencer: multa de R$ 670 a R$ 6.708 (faixa estimada; consulte o órgão).
Base completa: IT 16/2025 CBPMESP (plano de emergência; exercício simulado anual) + ABNT NBR 15219:2020 item 5. Regra nacional, igual em todos os estados. Mesma regra da calculadora da Regula360, conferida em 28/10/2026.
O que é o plano de abandono
O plano de abandono é a parte do plano de emergência que trata da saída das pessoas. Ele responde a perguntas simples que, numa emergência, ninguém tem tempo de pensar: por onde sair de cada andar, onde se reunir do lado de fora, quem confere se todo mundo saiu, quem chama o socorro e quem ajuda quem não consegue descer sozinho.
Um plano bem feito no papel não basta. Se ninguém nunca percorreu a rota, a escada fica trancada, a porta corta-fogo emperra ou o ponto de encontro fica no meio da rua. É o simulado que mostra isso.
As normas de referência
Em São Paulo, a IT-16/2025 do Corpo de Bombeiros trata do plano de emergência contra incêndio: o que ele precisa conter, quem participa e como os exercícios simulados são feitos. A ABNT NBR 15219 traz os requisitos e os procedimentos do plano de emergência e prevê a sua revisão periódica.
A brigada de incêndio, tratada em outra instrução técnica, é quem conduz o abandono na hora da emergência e no simulado.
O que o plano precisa ter
Em linhas gerais, o plano de abandono traz:
- Rotas de fuga de cada pavimento, com as saídas e as escadas de segurança.
- Pontos de encontro fora do prédio, em local seguro.
- Responsáveis: quem coordena, quem confere cada andar, quem aciona o socorro.
- Comunicação: como o alarme é dado e como as pessoas são avisadas.
- Atenção a quem precisa de ajuda, como pessoas com mobilidade reduzida, crianças e visitantes.
O diagnóstico da Regula360 lista cada documento com a data de vencimento e o que está em risco.
O que o relatório do simulado registra
Depois de cada simulado, o relatório deve trazer:
- Data e horário do exercício.
- Número de participantes e os setores envolvidos.
- Tempo de abandono, do alarme até a conferência no ponto de encontro.
- Falhas encontradas, como porta travada, alarme inaudível em algum andar ou rota obstruída.
- Ações de correção, com responsável e prazo.
- Assinatura do responsável pelo exercício.
O relatório é a prova de que o simulado aconteceu. Sem ele, o exercício não existe para quem vai conferir.
Qual é a validade
A referência usada aqui é de 12 meses (1 ano). O simulado é feito pelo menos uma vez por ano, e o plano é revisado junto, porque o prédio muda: um andar troca de uso, uma saída é alterada numa obra, a brigada muda de pessoas.
Algumas ocupações e situações pedem exercícios com frequência maior. Vale conferir no projeto de segurança contra incêndio do prédio.
Como não deixar vencer
O simulado é fácil de adiar, porque exige parar o prédio por alguns minutos e combinar com todo mundo. A forma mais simples de não ser surpreendido é ter o plano de abandono na mesma lista da brigada de incêndio, do AVCB e dos demais documentos, com a data de vencimento, quem é o responsável e um aviso 30 dias antes do prazo. A regra usada aqui é começar 30 dias antes do vencimento, tempo de marcar a data, avisar os ocupantes e preparar a brigada.
Perguntas rápidas
Qual a validade do plano de abandono com o simulado?
O plano de abandono com o simulado vale 12 meses (1 ano) a partir da emissão (IT 16/2025 CBPMESP (plano de emergência; exercício simulado anual) + ABNT NBR 15219:2020 item 5). Regra nacional, igual em todos os estados.
Quando começar a renovar o plano de abandono com o simulado?
Comece a renovar pelo menos 30 dias antes do vencimento.
Condomínio residencial precisa fazer simulado de abandono?
Depende do enquadramento do prédio nas regras do Corpo de Bombeiros, que leva em conta ocupação, altura e população. Confira no projeto de segurança contra incêndio ou com o responsável técnico.
Quem participa do simulado?
Todos os ocupantes que estiverem no prédio no horário, coordenados pela brigada de incêndio. Visitantes e pessoas com mobilidade reduzida precisam estar previstos no plano.